Alguns diferenciais de um cérebro bilíngue

Saber mais do que um idioma pode ser um facilitador para a vida nas mais variadas esferas. Conseguir assistir séries e filmes estrangeiros (e sem legendar!), facilitar viagens e até mesmo ser o primeiro passo para quem deseja estudar ou trabalhar fora do Brasil.

E ainda que essas vantagens já pareçam bem interessantes… diferentes estudos vem apontando diferenciais expressivos no cérebro de uma pessoa bilíngue.

Estima-se, por exemplo, que os bilíngues têm melhor concentração e memória, são “solving problems”, ou seja, resolvem problemas com maior facilidade e ainda tem autoestima melhor desenvolvida, assim como menores chances de desenvolverem problemas cognitivos ou neurológicos.

Vamos ver mais sobre esses diferenciais ao longo deste artigo.

Você já conhece os 4 diferenciais do cérebro bilíngue?

1. Facilidade para resolver problemas

Vamos começar com uma capacidade que é cada vez mais relevante nos dias de hoje.

O neuropsicólogo e cientista Jubin Abutabeli, da Universidade de San Raffaele, disse para a BBC que os bilíngues conseguem ser destacados em relação às outras pessoas apenas após observação de exames de imagens de suas estruturas cerebrais.

De acordo com o cientista, os bilíngues possuem maior concentração de massa cinzenta no córtex cingulado anterior. Essa estrutura, por sua vez, funciona de modo similar a um músculo – quanto mais se exercita, mais flexível e forte ele fica.

Isso acontece porque, quanto mais a pessoa enfrenta desafios, mais a sua habilidade de improvisar e solucionar problemas melhora. Dessa forma, essa estrutura aumenta de tamanho.

2. Auxílio na memória

Os indivíduos bilíngues também saem ganhando na memória. Isso porque quando aprendem outra língua, vão ganhando mais facilidade para se lembrar dos desafios e aprendizados que enfrentaram ao longo da vida.

Em resumo, o exercício de se desafiar e testar com frequência, trazendo novas palavras para o cérebro, exercita a memória e mantém ela ativa.

3. Melhor concentração

Cientistas também associam os cérebros bilíngues a pessoas com melhor capacidade de se concentrar e controlar emoções. Isso se dá porque a mente bilíngue processa uma quantidade mais elevada de informações, o que não só facilita o aprendizado do idioma, mas também de outras habilidades como um todo.

Então é comum que uma pessoa bilíngue também tenha mais facilidade para se concentrar em uma palestra ou aula, por exemplo.

4. Retarda problemas cognitivos e neurológicos

E aqui está um benefício que você provavelmente não estava esperando: pessoas com mentes bilíngues podem até retardar sinais decorrentes de problemas neurológicos e cognitivos, como é o caso do mal de Alzheimer, por exemplo.

E quem está falando não somos nós, ok? Mas sim um grandioso estudo realizado no Canadá, na Universidade de York. Na ocasião, pesquisadores relataram que as pessoas bilíngues demoraram entre 4 a 5 anos mais para desenvolverem sintomas de mal de Alzheimer quando em comparação aos indivíduos que só falam uma língua.

O motivo, mais uma vez, é a maior concentração de massa cinzenta que já falamos acima, que foi desenvolvida durante o aprendizado do novo idioma. Incrível, não é mesmo?