Como o Ensino Bilíngue estimula o cérebro dos alunos?

Inúmeros estudos e pesquisas já comprovaram: o Ensino Bilíngue estimula o cérebro dos alunos, principalmente daqueles em idade escolar. Mas, efetivamente, como este processo acontece e quais são os ganhos? Essas são questões amplamente debatidas, e tanto pais como estudantes precisam conhecer os benefícios dessa prática.

Isso porque, ao aprender um novo idioma, não apenas se capacita a criança ou o adolescente para o mundo moderno, mas permite ativar outras áreas cerebrais. Se você quer saber como o Ensino Bilíngue estimula o cérebro dos alunos na prática, confira este artigo completo com abordagem sobre o tema.

Pesquisas: o que elas dizem?

Partimos do que a neurociência sabe – e comprovou – sobre o assunto.

A George Mason University, na Virgínia, Estados Unidos, mostrou que os alunos com práticas bilíngues apresentavam resultados expressivos nas mais variadas disciplinas escolares se comparados aos colegas que só possuíam o inglês como idioma.

A capacidade de concentração também aumentou, devido ao estímulo de áreas neurais do aprendizado. Isso já fora debatido, apesar de seguir uma linha paralela, na década de 60, pelos psicólogos Wallace Lambert e Elizabeth Peal, na Universidade McGill, no Canadá: os testes linguísticos dos bilíngues se mostraram superior aos que dominavam apenas a língua-mãe.

E, recentemente, a Universidade de São Paulo (USP) divulgou um estudo direcionado às crianças: o estudo bilíngue trazia mais foco e controle para esse grupo em relação às demais da mesma faixa etária. Em todos os casos, a ciência já nos direcionou e apontou os benefícios do bilinguismo – principalmente, para quem tem o cérebro em formação.

Leitura, escrita, fala… raciocínio lógico, memória

Mas, efetivamente, como isso influencia e estimula o cérebro dos alunos? Há duas analogias que nos permitem entender este cenário na prática:
A primeira é em relação como enxergamos o mundo: ao viver apenas na nossa cidade, conhecemos unicamente os elementos urbanos locais; mas, ao viajar para outros lugares, retemos novas informações, o que estimula o cérebro a operar sempre com mais frequência.
A segunda é em relação à prática: qualquer situação que treinamos e/ou nos aperfeiçoamos, traz uma série de vantagens agregadas – como a própria musculação, onde os exercícios localizados, do bíceps, por exemplo, trazem mais disposição e melhora nas articulações.

Assim, o Ensino Bilíngue estimula o cérebro dos alunos não apenas na leitura, fala e escrita, as principais características desse gênero de aprendizado; sobretudo, amplia questões como o raciocínio lógico e a memória. Em resumo: o bilinguismo, para um aluno, é mais que o novo idioma – também uma ampliação da capacidade interdisciplinar nas várias áreas do conhecimento.

Aprendizado constante

Para complementar, o Ensino Bilíngue é muito mais prático para crianças e adolescentes porque eles ainda não têm o domínio completo do próprio idioma – o que abre “espaço” para que a nova língua traga todas as vantagens elencadas até aqui. Em todos os casos, têm-se ganhos contundentes para os estudantes.

Por fim, algo que muitos acreditam não estar relacionado como o estímulo cerebral e que se torna uma consequência direta: a sensação de bem-estar e autonomia. No primeiro, o aluno se sente preparado para os desafios, conhecendo suas potencialidades; e, no segundo, passa a tomar decisões e aprender sem a necessidade de recursos adicionais.