O que são as inteligências múltiplas e por que elas são importantes?

Fato é que os seres humanos se diferenciam tanto, que chegam a ser únicos entre si. A teoria das inteligências múltiplas envolve justamente esta diversidade que é a nossa mente.

Não nos diferenciamos somente em formas, comportamentos e culturas. Nossas habilidades e inclinações também podem variar, de forma que algumas pessoas desenvolvam muito mais facilidade para determinados temas. Confira este artigo e entenda melhor o assunto!

A inteligência não se resume ao raciocínio

Desde o século passado, muito se especula sobre a inteligência. Se no período da Segunda Guerra Mundial o conceito de QI (Quoeficiente de Inteligência) ganhava espaço por meio de testes, a realidade não representa mais a mesma coisa.

O principal erro ocorre porque os testes de QI consideram somente um tipo de inteligência, voltado para lógica e matemática. Sendo assim, indivíduos com habilidades musicais ou artísticas simplesmente são desconsiderados.

Ao tomar consciência desta realidade, Gardner passou a organizar a inteligência em sete campos. São eles:

1 – Linguística: como poetas e grandes escritores literários;
2 – Lógico-matemática: de grandes físicos e matemáticos como Einstein, Newton e Descartes
3 – Espacial: de pessoas capazes de criar e manobrar um ambiente espacial qualquer. São cirurgiões, engenheiros etc.
4 – Musical: pessoas com aptidão para ritmos e desenvolvimento de melodias, como Mozart;
5 – Corporal: indivíduos com grande capacidade de resolver problemas e se comunicar com o corpo. São grandes dançarinos e atletas;
6 – Interpessoal: inteligência para entender e lidar com outras pessoas. São profissionais como professores, vendedores, políticos etc.
7 – Intrapessoal: são indivíduos capazes de modelar a si mesmos, e viver de acordo com o que lapidam do próprio eu.

A importância do entendimento das inteligências múltiplas

Ao nos movermos para o campo da psicologia e da educação, a teoria de Gardner passa a envolver diversas inovações no ensino. Como a famosa frase de Albert Einstein ilustra, não podemos julgar um peixe por sua capacidade de subir em árvores.

Por muito tempo, a escola tradicional nos remeteu a um modelo fordista. De modo a tratar todas as pessoas do mesmo jeito, o ensino já visou a formação em massa, e não o desenvolvimento de peculiaridades humanas.

Ao envolver estudantes em um comportamento diferenciado, estimulando a diversidade do aprendizado, podemos desenvolver muito melhor cada um. Com o conhecimento de Gardner, já não é mais preciso medir a capacidade de peixes de subir em árvores.

A inteligência é construída

Se por um lado não podemos nivelar todos os indivíduos por um mesmo modo, também não podemos privá-los do conhecimento. Esta é a importância de um ensino com matérias amplas, fazendo cada um descobrir do que gosta.

Desta maneira, é importante que cada aluno crie familiaridade com as diversas áreas do conhecimento. Ao entender esta diversidade de assuntos, o próprio indivíduo é capaz de entender o que mais agrada e desenvolve.

Sem dúvida, o aprendizado deixado por Gardner, das múltiplas inteligências modifica a visão tradicional, de uma sociedade coletiva e homogênea. A diferença nas habilidades humanas é o que torna cada pessoa especial e única!